Reviravolta na morte de Júlia Félix: Tribunal do Juri pede mais investigação

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Uma tragédia que comoveu todo o Distrito Federal tomou um rumo surpreendente para quem acompanhou o caso da morte de Júlia Félix de Moraes, 2 anos. A criança foi assassinada a facadas dentro de uma quitinete, na Colônia Agrícola Samambaia, em Vicente Pires, em 13 de fevereiro de 2020. Laryssa Yasmin Pires de Moraes, 21, mãe da vítima, foi presa na época, assumiu a autoria do homicídio e permaneceu detida na Penitenciária Feminina (PFDF) por 1 ano e 9 meses. Em 17 de novembro, o Tribunal do Júri de Águas Claras concedeu alvará de soltura à Laryssa e pediu a retomada das investigações sobre o fato. O motivo seria a inconsistência das declarações prestadas por Giuvan Félix Araújo, pai de Júlia, que estava presente no apartamento no dia do homicídio. Em entrevista ao Correio, Laryssa dá nova versão e detalha o passo a passo do que teria acontecido no dia da morte da filha.

Com base na decisão da Justiça, o primeiro depoimento prestado pela mãe da criança na 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro), logo após ser presa, foi ocultado e não constava nos autos do processo. Foi essa declaração que intrigou o desembargador, que encontrou incoerências nas provas técnicas produzidas no curso da persecução penal, em especial as conclusões apontadas pelos peritos, quanto a elaboração do laudo pericial da reconstituição simulada dos fatos. A autoridade solicitou o aprofundamento nas investigações para que o caso seja melhor esclarecido. Determinou, ainda, que seja oficiado à Corregedoria Geral de Polícia Civil, a fim de apurar a conduta do delegado.

Em depoimento, Giuvan contou que dormia em um colchão no chão da sala, quando acordou sendo esfaqueado no rosto por Laryssa. Na época, ele alegou não ter visto o momento em que a jovem teria ferido Júlia, muito menos ouvido o choro da criança e, ao acordar, encontrou a menina no chão com marcas de sangue e, logo em seguida, acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A versão contada por Laryssa é diferente. Sob a condição de não ser fotografada por medo de represálias, a jovem atribui a autoria do homicídio ao ex, que desativou todas as redes sociais após a soltura dela.

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Por Correio Braziliense 

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