Jenilson Leite conclui agenda no Pará na Embrapa da Amazônia Oriental em busca de viabilizar a expansão da produção de açaí no Acre 

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Foto: Jardy Lopes

Nesta segunda-feira (6), o deputado estadual Jenilson Leite ( PSB) e a comitiva acreana de parlamentares, prefeito, secretários, vereadores e técnicos agrícolas que foram ao Estado do Pará com o objetivo de conhecer a cadeia produtiva e a indústria de açaí, concluíram a agenda com uma reunião com os pesquisadores da Embrapa da Amazônia Oriental. Ainda nesta segunda-feira, parte da comitiva esteve mais uma vez no Banco da Amazônia para discutir as linhas de créditos disponíveis para investir na produção em solo acreano.

Foto: Jardy Lopes

Para o deputado Jenilson Leite, que articulou a ida da comitiva ao Pará, a ideia é desenvolver no Acre o mesmo modelo de cultiváveis do açaí, observando as peculiares do nosso estado, mas para isso é preciso do apoio da Embrapa e do Basa. ” Concluímos nossa agenda buscando apoio técnico e financeiro para investir na produção de açaí no Acre. Com o apoio do Basa e da Embrapa da Amazônia Oriental, os produtores paraenses conseguiram transformar o estado no maior produtor de açaí do Brasil. Alguns produtores trocaram a criação bovina e passaram a investir no plantio de açaí. O resultado tem sido positivo, gerando milhares de emprego, criação de mais de 300 indústrias e cinco bilhões reais por ano no PIB do estado, somente com a venda do fruto”, afirma Leite.

Na sede da Embrapa, a comitiva foi recebida pelos pesquisadores João Tomé de Farias Neto e Márcia Mota Maués, e o chefe geral da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Walkymário Lemos.

Pesquisador João Tomé explica a fase de produção doa açaí. Foto: Jardy Lopes

Na palestra à comitiva, o pesquisador João Tomé, destacou a importância de fazer a confecção de mudas, adubação, espaçamento , polinização e o manejo da cultura da fruta como um todo. ” Não tenho dúvidas que neste evento todo mundo ganhou , porque foi uma troca de ideia entre o pesquisador e várias pessoas que são produtores de açaí. Para que realmente comece a dar certo é preciso que seja bem planejado, ou seja, implementar essas cultiváveis com sucesso”, destacou. Ele também enfatiza que para o Estado do Para, ” o açaí é a segunda cultura mais importante da Amazônia , depois da mandioca. Isso é uma alternativa econômica viável para o pequeno, médio e grande produtor, seja do Pará, seja do Acre”.

No tocante a produção do açaí, o pesquisador destaca que o estado produz em média 60 milhões de toneladas anualmente. ” Essa quantidade representa um volume bastante expressivo, porque totaliza quase 93% do fruto do açaí produzido na região da Amazônia. Se a gente transformar a produção em poupa para vender no estado e para exportações, chegamos a cifra de bilhões que o açaí promove na economia. Isso é mais importante do que toda a cadeia produtiva do cacau no Brasil”, destaca.

A pesquisadora Márcia Maués lembrou da importância de conversar áreas de florestas naturais no entorno dos plantios de açaí. ” Nós estamos estudando as interações plantas polinizadoras do açaí. E vimos que ele atrai uma mega diversidade de insetos florais
, com destaque para as abelhas nativas com ferrão e sem ferrão. E para que ocorra a produção do fruto é muito importante que essas abelhas estejam presentes nas áreas cultiváveis e elas vem das florestas naturais, no entorno da plantação. Por isso, é importante conversar as florestas , porque sem abelhas não temos produção”.