Cenário sugere quadro de estagflação para 2022, diz ex-diretor do Banco Mundial

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O anúncio do recuo de 0,1% do PIB do terceiro trimestre de 2021 e as expectativas sobre 2022 criam uma situação que, para o economista Carlos Braga, ex-diretor do Banco Mundial e professor da Fundação Dom Cabral, sugere um cenário de “estagflação” da economia brasileira.

A análise foi feita por Braga em entrevista à CNN nesta quinta-feira (2), na qual o economista apontou um conjunto de medidas geradoras de “incerteza” como um dos fatores para tal previsão.

“Há insegurança jurídica sobre o debate de PEC dos Precatórios, lei de responsabilidade e teto fiscal. Tudo isso começa também a pressionar os juros – o instrumento que o Banco Central tem é o aumento da Selic, que hoje está em 7,75% e o mercado aposta que vai chegar em 9,25%”, afirmou.

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“Ao mesmo tempo que essas medidas abrem espaço fiscal, elas criam pressões em termos do custo da dívida. Temos que continuar a prestar atenção às pressões inflacionárias – um instrumento é taxa de juros, mas isso cria um ambiente provável de estagflação”.

Por CNN Brasil

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