Transplante pareado: mulheres de pacientes renais doam rim em troca de outro para o marido

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Por Fantástico 

Esta semana, o Fantástico acompanhou o reencontro de dois casais envolvidos em um projeto inédito no Brasil, que promete acelerar a fila de espera por um transplante de órgãos.

Allan e Ivana e Enzo e Alessandra se submeteram a um procedimento simultâneo no dia 10 de março de 2020, um dia antes da OMS decretar a pandemia de Covid-19. Foi o primeiro transplante pareado feito no país, coordenado pelo nefrologista David Machado e realizado no Hospital das Clínicas de São Paulo.

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“A minha esposa doou pra uma pessoa que estava doente e a esposa dessa pessoa que estava doente doou pra mim. Foi uma troca”, explica o comerciante Allan Rafael Nascimento.

Enquanto uma equipe médica retirava o rim da Alessandra em uma das salas de cirurgia, na outra sala, ao lado, o Allan já tava pronto para receber a doação. Simultaneamente, Ivana passava pelo mesmo procedimento, só que pra doar o rim dela para Enzo.

As cirurgias envolveram quase 20 médicos e quatro salas a pleno funcionamento. A simultaneidade é uma exigência do transplante pareado justamente porque os pares que vão trocar os órgãos não tem vínculo de parentesco e mal se conhecem.

O Hospital das Clínicas já tem mais 18 pares dispostos a participar da pesquisa. O diretor do Serviço de Transplante Renal do local estima que, se for regulamentado, o procedimento pode reduzir em até 10% a fila de espera por um rim.

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