Câmara do Chile aprova abertura de impeachment contra Piñera; decisão vai ao Senado

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FILE - In this April 6, 2021 file photo, Chile's President Sebastian Pinera speaks at La Moneda presidential palace in Santiago, Chile, regarding the postponement of elections for constitutional delegates. The Chilean government confirmed on Friday, July 23, 2021, that Pinera testified before the Prosecutor's Office as part of a lawsuit for alleged crimes against humanity committed during the 2019 protests. Credito: Esteban Felix/AP/Imageplus

A Câmara dos Deputados do Chile aprovou nesta terça-feira (9), com 78 votos favoráveis, 67 contrários e 3 abstenções, a abertura de uma acusação constitucional – equivalente a um pedido de impeachment – contra o presidente Sebastián Piñera.

O pedido precisava de exatamente 78 votos para seguir adiante – o mínimo para formar maioria na Casa. A votação aconteceu após mais de 20 horas de discussões no plenário.

A acusação constitucional contra Piñera ainda precisa ser analisada pelo Senado – se for aprovada, o presidente deixará o cargo e ficará impedido de exercer funções públicas por cinco anos.

A discussão na Câmara começou às 10h de segunda-feira (8). Piñera é questionado por revelações da investigação jornalística Pandora Papers, do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), que revela transações em paraísos fiscais envolvendo figuras globais da política e dos negócios.

Entre eles, há documentos que parecem delinear um acordo referente à venda em 2010 da mina de Dominga, um projeto abrangente de cobre e ferro no Chile. À época, Piñera, um empresário bilionário, estava no ano inicial de seu primeiro mandato presidencial.

Os documentos do Pandora Paper indicam que o acordo, que envolveu uma firma ligada à família de Piñera, estava contingenciado por um ambiente regulatório favorável – a venda já foi examinada por tribunais em 2017.

Piñera rejeita as acusações e argumenta que os detalhes do contrato estão na ação já analisada e que nenhuma irregularidade foi encontrada.

Por CNN Brasil