PF faz operação em três cidades do Acre contra fraude à licitação e desvio de recursos

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A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta terça-feira (7), 23 mandados judiciais em Cruzeiro do Sul, Marechal Thaumaturgo e Rio Branco durante a Operação Sand Castle para combater crimes de fraude à licitação, desvios de recursos, lavagem de dinheiro, organização criminosa e estelionato previdenciário no município de Marechal Thaumaturgo.

Estão envolvidos no esquema, um vice-prefeito e um vereador da cidade do interior do estado, que, segundo a polícia, se utilizam de laranjas para movimentar os recursos provenientes da prática dos crimes. O nome dos envolvidos não foi divulgado.

Segundo a PF, a investigação teve início no ano passado após o Tribunal de Contas do estado Acre informar que uma construtora em que a sócia recebia o auxílio emergencial e apresentava indícios de ter uma empresa de fachada, ou seja, pessoa jurídica criada para fraudar certames públicos e ocultar esquemas de desvios e lavagem de dinheiro.

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Durante os trabalhos de investigação, a polícia descobriu que empresários, servidores públicos e laranjas utilizavam a construtora e outras duas empresas para direcionar licitantes vencedores através de fraude na entrega dos documentos, promovendo uma espécie de rateio das contratações entre as empresas participantes.

Os envolvidos estão sendo investigados por lavagem de dinheiro, organização criminosa e estelionato previdenciário.

Dos 23 mandados judiciais cumpridos na cidade, 15 foram na cidade de Marechal Thaumaturgo; sete em Cruzeiro do Sul e um em Rio Branco. Ao todo, 50 policiais participaram da operação.

Desvios

Só ano passado, segundo a PF, foi mais de R$ 1,6 milhão à essa empresa que não possuía sede e ainda um único funcionário registrado. Além disso, a maior pista é que a sócia recebia o auxílio federal.

A Operação Sand Castle teve por finalidade apurar a contratação de empresas que, embora legalmente constituídas, não contam com estrutura física e logística para implementar obras no município, ou seja, empresas de fachada, que ganharam o certame licitatório por meio de fraude à licitação, com objetivo de lavar dinheiro proveniente do desvio de recursos públicos, ocultando a verdadeira identidade dos sócios e causando prejuízo de mais de R$ 6 milhões ao município de Marechal Thaumaturgo, somente nos anos de 2017 a 2021.

Por G1

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