Sem aeródromo e com a gasolina mais cara do país, morador de Marechal Thaumaturgo relata problemas locais: “Nos ajude”.

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Dificuldade no deslocamento, no acesso aos serviços de saúde e no preço abusivo de mercadorias. Estes são alguns dos problemas recorrentes de Marechal Thaumaturgo, relatados pelo servidor público e morador do município, Douglas Araújo, ao site ContilNet. O local, que não é interligado via terrestre com outras regiões, carrega consigo uma série de empecilhos que atingem o dia a dia da população que, por sua vez, tenta driblar as dificuldades da forma como podem.

De acordo com o servidor, que também é líder do Partido Social Liberal (PSL) no município, os moradores sofrem de forma ainda mais intensa no período do verão, uma vez que o rio Juruá é o principal meio de deslocamento que Marechal Thaumaturgo tem disponível, e durante este tempo, o rio costuma ficar muito seco. Além disto, contou também que estão esperando a liberação dos voos comerciais para irem até Cruzeiro do Sul, a fim de evitar enfrentar as longas horas no rio.

“As pessoas saem daqui doentes, precisando se deslocar até Cruzeiro do Sul para fazer algum exame, consulta ou acompanhamento, e que fazem viagens de rabeta que costumam durar 16 horas, e muitas vezes até 24 horas se ocorrer de a embarcação quebrar. Muitas destas não aguentam enfrentar uma viagem dessa”, complementou.

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A liderança comentou também que a violência está em uma curva crescente, visto que o município faz fronteira ao sul e ao oeste com o Peru e que, por vezes, funciona como rota para o tráfico de drogas. “O governo e suas forças policiais são ausentes e o interior do município não conta com embarcações para a realização de um policiamento ostensivo”, falou.

Por ContilNet 

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