PF vê suposta prática de rachadinha por deputada bolsonarista

Por Guilherme  Amado, Eduardo  Barreto,  Metrópoles

A Polícia Federal identificou uma suposta prática de rachadinha pela deputada bolsonarista Aline Sleutjes, do PSL do Paraná. A parlamentar recebeu cerca de R$ 150 mil de dois assessores, um ex-funcionário e a irmã de seu chefe de gabinete. Os dados, baseados na quebra de sigilo bancário da deputada analisada pela PF, constam do inquérito dos atos antidemocráticos.

Os delegados questionaram a deputada sobre esses repasses em um depoimento do inquérito. Sleutjes prestou um depoimento à Polícia Federal em 14 de setembro do ano passado, em Curitiba. Em 22 de outubro, enviou um documento com mais informações aos delegados.

Segundo o depoimento, a parlamentar obteve R$ 68 mil de Marcelo Vinicius Collere, seu atual chefe de gabinete, em 2019. Collere tem um salário na Câmara de R$ 15,7 mil.

A deputada afirmou à PF que concedeu, no início de 2019, um empréstimo de R$ 50 mil a seu chefe de gabinete por “necessidades pessoais decorrentes de dificuldades financeiras até assumir a função no gabinete da declarante”. Sleutjes acrescentou que esse empréstimo já foi quitado. A deputada disse ainda à PF que os R$ 68 mil recebidos de Collere se referiam a gastos de seu gabinete que seriam reembolsados pela Câmara.

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