Coluna Fala Jordão – Edição 7 de 2021: “A história dirá se eu fui ou não um bom prefeito”

Por Kezio  Araújo,  do Blog Fala Jordão 

A frase que intitula a sétima edição desta coluna ficou popularizada pelo ex-prefeito Elson Farias, atribuindo o resultado de suas ações na perspectiva do futuro. Este é o momento oportuno para ouvi-la, uma vez que chegamos no período de tempo ideal para a avaliação da nova gestão da nossa terrinha.

100 Dias: O prefeito Naudo Ribeiro já está há mais de 120 dias no comando da gestão municipal, tempo indicado para adaptar-se às transições, tomar conhecimentos dos desafios e criar estratégias para trazer soluções aos principais problemas da cidade.

Chegou o momento: O centésimo dia foi coroado com a presença do poder público nas comunidades rurais do rio Muru, com atendimentos de saúde, assistência social, agricultura e educação.

Começou construindo: Além das ações nas comunidades rurais, o governo municipal construiu a “Ponte do Osmar”, uma passarela com base em concreto e acabamentos em madeira, uma obra de boa qualidade que oferece mais dignidade ao povo desta cidade.

Destaque da gestão: A avaliação popular é unânime quanto ao destaque nas ações da secretária Elecilda Ribeiro, irmã do prefeito, na pasta de gestão administrativa e obras públicas.

Qual a receita: Ela vem agindo com simplicidade, mantendo uma boa relação com os trabalhadores e a comunidade. Elecilda acompanha as ações de perto, observando as dificuldades e tomando medidas imediatas para solucionar os problemas.

Dai a César o que é de César: A cidade está com uma cara nova, não vê quem não quer. Profissionais estão focados na limpeza e revitalização dos espaços públicos. O prefeito disse que o planejamento é manter sempre a cidade limpa, até os últimos dias de seu mandato.

Princípio da Publicidade: Embora, tenha um trabalho de qualidade no marketing audiovisual, a gestão precisa dar mais atenção para a mídia tradicional, principalmente na afixação das placas de obras públicas – antes, durante e depois da obra – informando o valor do investimento e a empresa contratada, além de outros dados fundamentais para a transparência no investimento de recursos públicos. Faltou isso na obra da passarela.

O povo quer saber: Além de ser um ato que está dentro das ações de transparência de um bom governo, o povo precisa saber quanto custou a obra, quem pagou e quem recebeu. Cabe ao governo garantir que a informação chegue ao conhecimento da sociedade, para evitar má interpretação.

Economia baixa: Em conversa com empresários locais, o assunto é um só: a economia está fraca, baixou a circulação de dinheiro na cidade. Uma consequência disso é o fechamento recente de um empreendimento de produtos agrícolas na cidade – o proprietário afirmou que o faturamento não está atendendo a expectativa para a manutenção do negócio.

Fonte de Renda: O serviço público ainda é a maior fonte de renda desta pacata cidade. A prefeitura é quem tem maior poder de capital, mas, até o momento a gestão só contratou o primeiro e segundo escalão, além de manter serviços essenciais de obras e limpeza urbana, por esse motivo tem pouco dinheiro circulando.

Possível remédio: Um processo seletivo para contratação temporária de servidores da educação, saúde e assistência social está em andamento. A contratação de pessoal provisório pode ser vista como uma solução para remediar os impactos na queda da economia local.

Desmanchando o palanque: Uma mega estrutura foi montada nas campanhas eleitorais, mas, a política já passou e a nova gestão vem tendo dificuldades em “desmanchar o palanque” e concentrar em fazer gestão. O prefeito Naudo Ribeiro foi categórico ao recomendar mais atenção de seus liderados: “Vamos desmanchar os palanques”, disse o gestor.

Remontando o palanque: Geralmente, ao receber algum tipo de crítica, mesmo construtivas e embasadas, alguns gestores ficam agitados e rebatem alegando problemas de gestões passadas, quando deveriam apontar a solução. Ou seja, começam a remontar os palanques políticos a tomar uma medida enérgica.

A carga é tua: Quem está em cargo público, principalmente, na frente das pastas do governo tem que aprender a receber críticas e responder com trabalho. Se não consegue compreender uma crítica, é óbvio que não tem perfil para estar no cargo.

Dificuldade de acesso: O povo está reclamando! E não é sobre a localização geográfica do nosso município, mas, do acesso ao prefeito Naudo Ribeiro. Na rádio, o gestor disse que nunca se negou a atender o povo, mas atribuiu como uma possível consequência a redução no atendimento ao público como medida protetiva para evitar a proliferação do Covid-19.

Falando nisso: O número de transmissão cresceu de forma acelerada nos últimos dias, inclusive com óbito. No final do ano, a média era de 4 casos diários, hoje esse número subiu para 20. O governo municipal precisa dar uma resposta enérgica, por meio de medidas mais rígidas.

Baixo índice de mortalidade: Mesmo diante de um crescimento no número de contaminações, Jordão ainda é um dos municípios brasileiros com o menor índice de mortalidade pelo novo Coronavirus, conforme anunciou Naudo Ribeiro. O prefeito atribuiu como o “segredo” as medidas restritivas adotadas no governo anterior e se comprometeu a buscar manter ações similares.

Vida nova: O ex-prefeito Elson Farias esteve na rádio, no programa Conversa com Dê Dias, falando da nova rotina. Ele diz que vem se adaptando a nova rotina, dedicando mais o seu tempo aos investimentos pessoais e vivenciando mais o momento familiar.

Uma cadeira na ALEAC: Ao ser questionado por Dê Dias a respeito de uma possível candidatura a deputado estadual, Farias disse que não cabe apenas para ele definir, mas que as definições dessa natureza devem vir do partido. “Sou partidário. Estou a disposição do PCdoB para apoiar a decisão que vier do meu partido”.

Marca da Gestão: Para Elson Farias, a marca de sua gestão foi um conjunto de ações que resultaram em retirar o Jordão da condição de segundo município com o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil.

Outro ponto positivo: Farias também destacou os eventos festivos com atrações locais, regionais e nacionais nas datas oficiais como: Carnaval, aniversário da cidade, festivais e réveillon. “As festas são uma marca da nossa gestão. Nesses eventos fomentamos a economia da cidade. Todo mundo ganha”, enfatizou.

Quer ver a cidade crescendo: Respondendo a uma crítica, o ex-prefeito foi categórico: “Nós fizemos muito por Jordão. Mas, o que eu quero de coração é que o Naudo faça uma gestão ainda melhor. Quero que ele consiga fazer em um ano o que eu não consegui fazer em oito”, disse.

Ganhando destaque: O ex-vereador Dê Dias vem ganhando audiência com o seu novo formato de programação na rádio Jordão FM. O programa Conversa com Dê Dias tem o perfil de entrevista com personalidades da comunidade, abordando assuntos de interesse coletivo. Parabéns, está no caminho certo.

Merece reconhecimento: O médico ginecologista Elielson Aguiar vem ao município mensalmente para realizar atendimentos de consulta e ultrassonografias para a rede municipal. Após concluir sua jornada de trabalho, o profissional vem se dedicando a atender de forma voluntária as demandas do hospital da família, tendo em vista a crise recente de falta de profissionais na referida unidade.

Merece reconhecimento II: Está na cidade o médico infectologista Genilson Leite, que também é deputado estadual. Ele veio passar uma semana na cidade, para oferecer apoio no atendimento de saúde, tendo em vista o crescimento alarmante de transmissões por Covid-19.

Novo empreendimento: Vencendo as dificuldades, surge um novo empreendimento na cidade, o Mari’ Cure, da proprietária Marinês Correia. Na hora de dar um retoque nas unhas, você já tem a opção de um ambiente moderno, localizado na rua principal do Lindolfo Mateus (Bairro Novo).

Dica do dia: O governo municipal pode buscar parcerias para oferecer cursos vocacionais e de empreendedorismo, como forma de incentivo a geração de renda e atualização dos profissionais que já exercem alguma atividade autônoma. Cada novo empreendedor gera renda familiar e aquece a economia da cidade, além de ser uma pessoa a menos pedindo emprego na porta da prefeitura.

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