sexta-feira, abril 16, 2021

Privatização de empresas públicas é debatida pelo governo do Estado

Por Wesley Moraes, Agência AC GOV

As discussões sobre a possibilidade de privatização de empresas estatais e venda de participações do governo do Acre em empreendimentos público-privados avançaram. Nesta terça-feira, 30, um modelo de propostas foi apresentado ao governador Gladson Cameli.

Há vários anos, essas empresas são deficitárias e causam prejuízos milionários ao Estado. A prioridade do chefe do Poder Executivo é reverter a situação, levando em consideração os trâmites jurídicos necessários, com a venda para o setor privado.

“Não podemos aceitar que essas empresas continuem sendo prejudiciais ao governo. Queremos resolver a situação de uma vez por todas e esperamos que investidores se interessem e possam gerar muitos empregos para o nosso povo”, afirmou Cameli.

Segundo o diretor da Agência de Negócios do Acre (Anac), Carlos Resende, o Estado possui cerca de R$ 60 milhões entre imóveis e participação em ações. Resende argumentou ainda que empresários já manifestaram interesse na compra desses empreendimentos.

“Após a autorização oficial das vendas, vamos iniciar os contatos necessários para a privatização, as parcerias público-privadas para fazer os leilões e encontrar novos investidores. Já temos alguns interessados aqui do Acre e também de outros estados”, revelou.

O repasse de empreendimentos financiados pelo governo acreano para a iniciativa privada, que estavam paralisados, já é uma realidade, de acordo com o secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia, Anderson Lima.

“Por meio de parceria, conseguimos transferir o Complexo Peixes da Amazônia, de Cruzeiro do Sul para uma empresa da região, e também já iniciamos tratativas para que o mesmo seja feito com o Polo Moveleiro de Tarauacá. Nosso principal objetivo é facilitar a reativação desses espaços e contribuir com a geração de emprego e renda”, disse.

Também participaram da reunião o secretário da Casa Civil, Flávio Silva; o secretário de Planejamento e Gestão, Ricardo Brandão; o secretário da Fazenda, Rômulo Grandidier; e o procurador-geral do Estado, João Paulo Setti.

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