sexta-feira, janeiro 15, 2021

Cartórios divulgam os nomes de bebês mais registrados no Acre na década; Arthur e João Miguel lideram a preferência dos pais

Por Vinícius Oka
Dados compilados de 2010 a 2020 nas 24 unidades de Registro Civil, formou o ranking das preferências no estado. Em 2020, nomes simples voltam à moda e Arthur e Alice foram as escolhas mais populares

Arthur, com 1.210 registros, e João Miguel, com 1.185, foram os nomes mais escolhidos no estado do Acre para registro de nascimento na última década (2010 – 2020). Já Maria Eduarda foi o nome feminino mais escolhido pelos pais nos últimos 10 anos. O ranking geral mostra a preferência por nomes simples, uma vez que os compostos aparecem apenas em quatro ocasiões, no segundo lugar, com João Miguel, no quinto, com Maria Eduarda, 1.027, no sexto, com Ana Clara, 999, e no nono, com Pedro Henrique, 862. Veja abaixo o ranking completo do estado .

Na lista de nomes masculinos, liderada por Arthur, também tiveram mais de mil registros, Gabriel (1.071) e Davi (1.037), seguidos por Miguel (944) e Samuel (936). Já na escolha dos nomes femininos, observa-se a opção pelos nomes compostos. Além de Maria Eduarda em primeiro lugar, estão Ana Clara (999), Ana Beatriz (633), Ana Vitoria (582) e Ana Julia (564). Nesta classificação, os nomes simples ocupam apenas as quatro últimas posições do top 10: Alice (521), Vitoria (479), Sophia (444) e Leticia (421).

O levantamento de 2010 a 2020, realizado por meio da Central Nacional de Informações do Registro Civil – plataforma eletrônica com os números de Cartórios de todo o País, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen/Brasil), reuniu dados de todos os 24 Cartórios de Registro Civil do estado do Acre, que formaram uma base de mais de 162 mil registros realizados na última década, disponível no Portal da Transparência do Registro Civil – https://www.registrocivil.org.br .

No ranking do Brasil, Miguel, com 321.644, e Arthur, com 287.886, foram os nomes mais escolhidos da década. A popularidade do período recaiu sobre os nomes simples, com apenas dois compostos entre os 10 mais: na quinta colocação, Maria Eduarda (214.250), o nome feminino mais registrado, e na oitava, Pedro Henrique (154.232), que ocupa o sexto lugar da lista masculina. Outros nomes que aparecem no top 10 geral são Davi (248.066), Gabriel (223.899), Alice (193.788), Heitor (154.237), Laura (153.557) e Sophia (147.579).

Ranking 2020

O ranking dos nomes mais registrados em 2020 marcou uma reviravolta dos nomes simples, que ultrapassaram os nomes compostos e agora ocupam as primeiras posições entre os mais escolhidos pelos pais. Neste ano, estes são maioria no ranking dos 10 mais do estado, liderados por Arthur, também o mais escolhido da década, e Heitor, com 118 e 115 registros, respectivamente.

O ranking dos 10 mais entre os nomes masculinos representa esta mudança de gosto dos pais brasileiros, com a presença de nomes como Gael (103) e Miguel (88) nas primeiras colocações, e apenas dois nomes compostos entre os 10 mais escolhidos, na quarta posição, Enzo Gabriel (100), e na sexta, João Miguel (85). Já entre os nomes femininos, a liderança neste ano é de Alice, com 69 registros, ultrapassando Maria Eduarda, que lidera o ranking da década, e não integra a lista de 2020. Confira abaixo o ranking completo do estado em 2020 .

Em âmbito nacional, os nomes simples são maioria entre os 10 mais populares em 2020. O ranking do Brasil tem Miguel, com 27.371, e Arthur, com 26.459, nas primeiras posições, seguidos por Heitor (23.322), Helena (22.166) e Alice (20.118) no top 5. Na lista de nomes masculinos, João Miguel é o único composto, com 12.746 registros, ocupando apenas a 10ª colocação. Já nas preferências femininas, lideradas por Helena e Alice, estão Laura (17.572), Valentina (12.653) e Heloisa (12.077). A lista mostra, ainda, três nomes compostos: Maria Clara (10.121), Maria Julia (10.023) e Maria Eduarda (9.856).

Mudança de nome

Apesar do nome ser regido pela regra da imutabilidade, ou seja, deve se manter inalterado para segurança das relações jurídicas, existem exceções em lei onde a alteração é possível. Ela pode ser feita em Cartório, até um ano após completar a maioridade – entre 18 e 19 anos – sem qualquer motivação -, desde que não prejudique os sobrenomes de família. Também é possível a correção de nome quando for comprovado erro evidente de grafia no registro.

No caso de pessoas transexuais, a mudança do nome pode ser feita em Cartório, sem a necessidade de prévia autorização judicial, apenas com a confirmação de vontade do indivíduo. As demais alterações, como exposição do nome ao ridículo ou proteção a testemunhas só podem ser feitas por meio de processo judicial.

Já a inclusão do sobrenome, pode ocorrer nos casamentos, nos atos de reconhecimento de paternidade e maternidade – biológica ou socioafetiva -, e nos casos em que os pais de filhos menores constatam, em conjunto, que o registro original não reflete todas as linhagens familiares. Já a retirada ou alteração do sobrenome pode ser solicitada pela pessoa viúva, mediante a apresentação da certidão de óbito do cônjuge.

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