terça-feira, janeiro 19, 2021

Principal cientista nuclear do Irã é assassinado; chanceler acusa Israel

Um importante cientista nuclear do Irã foi morto nesta sexta-feira (27) nos arredores da capital Teerã. Inicialmente, a Organização Atômica do país negou que Mohsen Fakhrizadeh-Mahavadi havia sido morto, mas depois de a mídia estatal iraniana IRIB e a agência de notícias Tasnim relatarem o caso, o governo admitiu o assassinato.

Fakhrizadeh morreu em um hospital em decorrência de ferimentos depois que assassinos armados atiraram em seu carro, disse a mídia iraniana.

“Infelizmente, a equipe médica não teve sucesso em reviver (Fakhrizadeh) e, poucos minutos atrás, esse administrador e cientista alcançou o alto status de martír após anos de esforço e luta”, disseram as Forças Armadas do Irã, em um comunicado divulgado pela mídia estatal.

No Twitter, o ministro de Relações Exteriores do País, Mohamed Javad Zarif, afirmou que o cientista foi assassinado por terroristas e acusou Israel de estar por trás da morte.

“Esta covardice – com sérios indicativos de participação de Israel – mostra o desespero entre os perpetradores. O Irã apela à comunidade internacional – e especialmente à [União Europeia] UE – para acabar com seus vergonhosos padrões duplos e condenar este ato de terror de estado.”

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não respondeu aos pedidos de comentário da CNN sobre esse caso. Em abril de 2018, Netanyahu mencionou Fakhrizadeh pelo nome quando revelou arquivos nuclear que ele disse que agentes do Mossad haviam subtraído de Teerã.

O conselheiro militar do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, prometeu retaliar o assassino de Fakhrizadeh, noticiou a mídia estatal. “Atacaremos como um trovão os assassinos deste mártir oprimido e os faremos se arrependerem de sua ação”, tuitou Hossein Dehghan, que também é comandante militar.

Também no Twitter,o o ministro da Defesa do Irã, general Amir Hatami, afirmou que o assassinato do cientista mostrou “a profundidade do ódio dos inimigos” contra a República Islâmica.

Murillo Ferrari, da CNN, em São Paulo

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