Em Tarauacá, Jenilson atende mais de 200 pacientes com sintomas do novo coronavírus

 

Com intuito de colaborar no combate ao novo coronavírus, o médico infectologista Jenilson Leite fez atendimentos aos pacientes acometidos pela Covid-19 em Tarauacá na última sexta-feira e no sábado, no Clube do Sinteac. Além de consultar, prescrever os medicamentos e orientar como deve ser feito o tratamento, o infectologista distribuiu máscaras para a população local.

Foto: Jardy Lopes

A ação de Saúde é voltada exclusivamente para os pacientes que contraíram a doença ou apresentam os sintomas virais da Covid-19. Mais de 200 pessoas foram atendidas pelo infectologista, que é natural de Tarauacá.

Jenilson Leite atende paciente vítima de covid-19. Foto : Jardy Lopes

“Aqui em Tarauacá as pessoas estão mais doentes de preocupação do que pelo vírus devido a confusão de interpretação que fizeram sobre o teste rápido que identifica a resposta imunológica ( IgM e IgG) e não o vírus. Quando se diz a uma pessoa, ao fazer o teste rápido: ‘você testou positivo’, as pessoas entendem que se encontrou o vírus e que ele continua causando doença, e não verdade. Não é isso que está acontecendo, o que se encontrou foi a resposta imune do paciente, e deveria se dizer: ‘parabéns, apesar de você ter pego essa doença, você conseguiu combater bem o vírus, desenvolveu anticorpos, sua imunidade reagiu bem, você ainda vai sentir alguns sintomas, mas seu organismo está lidando bem com a doença’. Por falta desses esclarecimento, tem muita gente triste, com depressão e com medo”, diz Jenilson.

O atendimento ocorre no momento em que o município está sem teste para o novo coronavírus. Contudo, segundo o médico infectologista, o tratamento e o diagnóstico podem ser feitos antes do teste.

“O exame é um balizador para dizer se o paciente contraiu ou não, mas quando apresentam os sintomas o médico já pode receitar e orientar o tratamento. Até porque nem todos conseguirão fazer o teste e como fica?”, pondera.

Além de atender em Rio Branco e Tarauacá, Jenilson fará atendimento na cidade de Jordão, que é isolada e não tem especialista na área de infectologia.

A baixa no quadro de profissionais de saúde por terem contraído o vírus, fez com o que deputado trocasse o paletó pelo jaleco e voltasse para dentro dos hospitais para cuidar da saúde dos acreanos.

“Antes de ser deputado, sou médico e serei sempre. E cuidar da saúde do próximo é uma missão de todos que optaram por seguir os passos do padroeiro da medicina, o apóstolo Lucas”, afirma.

E ratifica: “vou continuar ajudando, onde for preciso, além de Rio Branco, Tarauacá e Jordão. As pessoas precisam de mais esclarecimento sobre essa doença para ter paz”, finaliza o deputado e médico.

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