Sintaxe

A Sintaxe é a parte da gramática que estuda a combinação das palavras enquanto elementos de uma frase ou de uma oração, as suas relações de concordância, de subordinação e ordem. É por meio da sintaxe que percebemos se uma frase tem coesão e coerência.

A sintaxe é composta de outros elementos, sendo a regência a mais importante desse processo de organização dos vocábulos. Pois a regência é que determina a subordinação de uma classe de palavra a outra.  Ela é considerada a própria alma da Sintaxe, pois diz respeito às relações de dependência entre partes. A regência se divide em nominal e verbal, a primeira consiste na subordinação pela preposição, de um substantivo a outro. Já no segundo caso, ocorre a subordinação de complemento por meio da preposição ao verbo. Exemplos: João é natural de Minas Gerais (RN), O João gosta de melancia (RV). Acrescenta-se na regência nominal que ela pode ser vista entre um adjetivo e um substantivo ou palavra com “valor de substantivo”.

A concordância também se constitui como elemento integrante da Sintaxe, embora, ela seja vista apenas como um reforço morfológico, haja vista que, sem ela ocorra o processo sintático. Podemos dizer que este termo está voltado para o entendimento comunicativo entre o emissor e o interlocutor. Na concordância verbal, quando temos sujeito composto na oração, se o verbo vir anteposto ao sujeito combina com o primeiro elemento: chegou João e Maria, investido os elementos, o verbo passa para o plural.

A colocação é o terceiro mecanismo sintático que relaciona os constituintes em relação aos outros para formar uma frase ou oração. No tocante a colocação, existe uma flexibilidade no processo de maleabilidade dos vocábulos de uma determinada classe de palavra a outra, sendo possível a anteposição do adjetivo ao substantivo, bem como a sua posposição. Em relação a posposição do adjetivo, a função dele é acrescentar uma nova informação.  Além disso, o último termo de uma terminada frase ganha valor máximo. Ex: amigo fiel/ fiel amigo.

A regência, a concordância e a colocação, ambas mencionadas nos parágrafos anterior, surgem a partir da inserção de um sintagma, que é a construção das estruturas sintáticas. Para que tenhamos um sintagma precisamos de um substantivo ou um verbo, que se articulam ou não com elementos marginais. Os vocábulos destas dessas duas classes de palavras funciona como uma espécie de azougue, ou seja, atraindo outros termos para sua volta, por exemplo, os artigos, adjetivos, adjuntos adnominais ou adverbais- no caso do verbo. Existem os sintagmas nominais e verbais, o nominal é aquele constituído por um substantivo. Exemplo: O menino brincou o dia todo. “O menino” é o nosso sintagma nominal, na qual temos a presença de um artigo e um substantivo, o primeiro funcionando como um adjunto adnominal. Tanto a frase nominal e a frase verbal (oração) se organizam por subordinação.

Para que tenhamos uma oração, é necessário a presença de um sintagma verbal, isto é, um verbo. Tal elemento denota ação, o que significa dizer que sem ele podemos ter uma frase, jamais uma oração. Porque o que determina que exista uma oração numa frase é o verbo. Se dissermos: menino bonito, temos uma frase, não uma oração. Diferentemente deste exemplo: João joga futebol.

Por Leandro do Nascimento Sousa (Leandro Matthaus)

Graduado em Letras Português pela Universidade Federal do Acre 

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