FUNAI toma medidas para evitar visitas na aldeias na região do Juruá

Apesar de não ter como proibir a entrada de visitantes brasileiros e estrangeiros nas aldeias indígenas,  a Funai de Cruzeiro do Sul adotou medidas rígidas para liberação de acesso às terras desde Feijó à Marechal Thaumaturgo. O objetivo é evitar a chegada do coronavírus nas aldeias.

Os visitantes só poderão chegar as terras indígenas depois de realizar exame do Covid-19. O período de estadia nas aldeias será de dez dias. A Polícia Federal vai atuar mais fortemente no aeroporto com orientação para que os visitantes não se dirijam às aldeias sem entes ir a Funai.

A Fundação emitiu Recomendação às lideranças no sentido de que não recebam visitantes neste período de pandemia. Editou também material com orientação contra o corona em linguagem indígena.

A informação do chefe da Funai de Cruzeiro do Sul, Capitão Marco Antonio Gimenez, é de que os contatos feitos com as lideranças indígenas resultou na desmobilização de cerca de 200 estrangeiros que estavam vindo para Vivências e Encontros nas Aldeias dos Yawanawa do Rio Gregório, com os Ashaninka do Rio Amônea e com os Katukina da BR-364.

“Estamos tolhidos por não poder proibir a entrada nas aldeias, mas agindo de várias formas com lideranças que recebem muitos turistas. Como o Biracy já sinalizou que não quer as visitas, e só hoje por exemplo chegariam 21 estrangeiros, que não vêm mais, o que é um risco à menos . Estamos atentos”, disse.

Benki Ashaninka também já avisou que as visitas não são bem vindas.

O tema coronavírus nas aldeias foi tema de reunião entre Funai, Polícia Federal, Exército e Secretaria Municipal de Saúde de Cruzeiro do Sul. Também está na pauta da Reunião do Conselho Distrital Sanitário Indígena .

A Funai de Cruzeiro do Sul tem jurisdição desde Feijó até Marechal Thaumaturgo, num total de 18. 200 índios divididos em 32 terras e 178 aldeias. O novo chefe, o capitão aposentado do Exército Marco Antonio Gimenez assumiu a Funai do Juruá no último dia 26 de fevereiro vindo do Rio de Janeiro .

Por Sandra Assunção, Ac24horas

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