Acre conta proporcionalmente com maior população carcerária do país

O presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen/AC), Lucas Gomes, visitou o Presídio Manoel Nery da Silva em Cruzeiro do Sul nesta semana. Durante entrevista, o presidente afirmou que a população carcerária do Acre é proporcionalmente a maior do Brasil, contando atualmente com 8,2 detentos em todo estado. O complexo penitenciário do estado conta com presídios em Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Sena Madureira, Tarauacá e no Quinarí.

“Nos últimos dez anos o estado do Acre dobrou o número de presos. Se em 2010 tínhamos 4 mil, hoje estamos com aproximadamente 8,2 mil presos. Então além do auxílio tecnológico, também precisamos de servidores”, enfatizou.

Segundo o presidente, o Iapen já apresentou para o Governo do Estado uma nota técnica abordando todas as necessidades do órgão, enfatizando a importância do emprego de mais servidores.

“Já fizemos uma nota técnica, através do Iapen, para demonstrar a necessidade que temos para contratação de servidores. Temos buscado sensibilizar o governo do estado nesse sentido, até porque o estado do Acre dobrou o número de presos”, relatou.

Nos últimos três esses foram registradas pelo menos oito tentativas de fugas em Cruzeiro do Sul. Na última deles, os agentes conseguiram impedir a fuga de 30 detentos, que planejavam fugir, trocando bilhetes para fazer o plano.

“Os apenados tem feito várias tentativas de fuga, que tem crescido nos últimos meses, mas graças a atenção dos nossos servidores temos conseguido impedir essas tentativas. Temos uma estrutura nova, que inclusive segue os padrões da Secretaria de Segurança Pública, através do Depem. São estruturas construídas recentemente com monitoramento de câmeras, setor de movimento, tem o emprego tecnológico, o que inclusive tem auxiliado no impedimento dessas fugas”, enfatizou.

Gomes destacou ainda que futuramente serão utilizados cães para ajudar nos trabalhos de segurança. De acordo com ele, desde 2016 algumas medidas como a separação de presos por organizações distintas, dentro dos pavilhões, foram tomadas para evitar conflitos entre os apenados.

“Desde 2016, quando estourou essa guerra no estado e em todo país. Tivemos uma rebelião no complexo Francisco de Oliveira Conde, em Rio Branco, onde sete presos morreram, e a partir disso tivemos que separá-los por organizações criminosas, pois não conseguiam mais ter uma convivência em comum. Hoje ainda tem essa separação, temos tentado superar isso com pavilhões neutros, mas ainda vigora essa separação”, finalizou Lucas.

Por Juruá Online

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