Deputado Edvaldo Magalhães criticou a instabilidade do secretariado no atual governo

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) falou durante sessão desta quarta-feira (31) sobre a instabilidade do secretariado no atual governo. O parlamentar destacou que o governo inicia seu segundo semestre sem ainda ter mostrado a que veio.

Edvaldo afirmou que retoma os trabalhos nesse segundo semestre com vários aspectos preocupantes no que diz respeito a administração pública. Criticou a instabilidade das equipes montadas pelo governador Gladson Cameli (PP) e disse que paira uma nuvem de preocupação, pois de acordo com informações recebidas por ele, logo após a Expoacre, vários secretários serão exonerados.

“Iniciamos esse segundo semestre sem saber qual é a equipe do governo que vai dar prosseguimento à frente de suas respectivas secretarias, pois já existe uma história de que logo após a Expoacre vários secretários serão substituídos. Ou seja, estamos atravessando um momento em que precisamos de estabilidade e avanço, no entanto, o atual governo até então sequer mostrou a que veio”, criticou.

Magalhães destacou a área da Saúde que, de acordo com ele, todos os dias tem substituições e entrando já no oitavo mês de gestão do atual governo não apresentou nenhuma mudança positiva. Disse ainda que a Segurança Pública é outra área que piorou, e citou arrastões que vêm acontecendo em frente ao Colégio Barão do Rio Branco, no Centro da cidade.

No tempo destinado ao Grande Expediente, o parlamentar falou de uma pesquisa a respeito do transporte aéreo no Estado, onde verificou que as empresas aéreas receberam do atual governo a isenção de 97% sobre o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), no entanto, o valor das passagens não teria diminuído.

“Hoje, tanto a LATAM quanto a Gol pagam apenas 3% de ICMS, com uma isenção de 97% dos impostos concedida pelo governo. Sabe quanto isso está estimado no decreto de renúncia fiscal esse ano? R$ 5 milhões de reais. O Acre deixa de arrecadar 5 milhões para aumentar o faturamento da LATAM e da Gol, e os acreanos não recebem nenhum benefício, pelo contrário, pagamos a passagem mais cara do Brasil. Convoco toda a bancada de deputados para pedirmos que isso acabe o quanto antes”, solicitou.

Texto: Andressa Oliveira
Revisão: Suzame Freitas
Foto: João Simão
Agência Aleac

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