Desembargador manda instaurar sindicância contra irmão da prefeita de Tarauacá

Por meio do Despacho 8826 – 2019 de do dia 27 de maio, o desembargador Júnior Alberto, corregedor geral do Tribunal de Justiça do Acre, pediu à presidência da casa, que tome providências, no sentido de resolver a situação do servidor Marcos Antônio Cavalcante Vitorino, irmão da prefeita de Tarauacá, Marilete Vitorino (PSD).

Ele estava cedido à prefeitura, pago pelo T.J. mas teve a cessão vencida, não se apresentou de volta ao Tribunal e não está dando expediente na prefeitura. No documento o desembargador cita a possibilidade do cometimento de improbidade administrativa e determina ao juiz diretor da Comarca de Tarauacá, a instauração de Sindicância “ante a notícia de irregularidade no cumprimento da jornada do servidor do Poder Judiciário, cedido com ônus ao órgão cedente”.

O documento emitido por Júnior Alberto, é em resposta à denúncia e pedido de informações feitos pela vereadora Nerismar Cornélia de Jesus, a Veinha do Valmar (PDT), por meio da Ouvidoria do Tribunal de justiça, no último dia 22. A parlamentar pediu esclarecimentos sobre a situação do irmão da prefeita, que segundo ela, nem está na cidade. “Não é porque é irmão da prefeita que pode ficar sem trabalhar. Ele não dá expediente efetivamente e continua sendo pago com dinheiro público. Quero dar os parabéns ao Tribunal de justiça, que prontamente respondeu e pediu instauração de Sindicância pelo juiz de Tarauacá. Agora vamos ver o que a prefeita Marilete vai fazer”, ressaltou a vereadora.

A prefeita Marilete Vitorino disse que logo no início de sua gestão em Tarauacá, o irmão dela, Marcos Vitorino, ‘levou um documento para a prefeitura e disse que era a cessão, mas como não veio trabalhar, eu não enviei a frequência dele como foi pedido no primeiro mês pelo Tribunal de Justiça. Depois não soube mais dessa situação e achava que estava trabalhando lá no Tribunal em Rio Branco, porque aqui, de fato, ele nunca trabalhou. Agora no começo deste ano, fiz uma tratativa verbal sobre esse assunto com com o presidente do Tribunal de Justiça, Dr. Francisco Djalma, mas nada foi formalizado”, concluiu a prefeita.

Por Sandra Assunção, Ac24horas.com 

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