sexta-feira, julho 3, 2020

Acreanos protestam contra o aumento abusivo da taxa de energia no Estado

Moradores de Rio Branco, capital do Estado do Acre, realizaram na manhã desta quarta-feira (27) uma manifestação em frente à sede da Energisa, empresa que adquiriu a Eletrobas Distribuição Acre. Os consumidores exigem a revogação do aumento de 21% na taxa de energia autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Além deste, está previsto mais um reajuste para o mês de junho com o mesmo valor. Além de Rio Branco, moradores das cidades de Sena Madureira, Feijó e Rodrigues Alves saíram às ruas para protestar contra o aumento.

Com cartazes, faixas e gritando frases de efeitos, os manifestantes fecharam a rua que dá acesso ao prédio da Energisa. Entre os consumidores insatisfeitos estão idosos aposentados e donas de casas que denunciam aumento desproporcional nas contas de luz.

O evento foi organizado pelo deputado estadual e vice-presidente da Assembleia Legislativa do Acre, Jenilson Leite (PCdoB), pelas Defensoria Pública da União e Defensoria Pública Estadual, Associações de Moradores da Capital e o Conselho Estadual do Consumidor de Energia.

Durante a manifestação, os líderes do movimento foram recebidos pela direção da Energisa para discutir a situação que vem gerando indignação e perplexidade nos consumidores de energia no Estado. A Distribuidora alegou que não pediu o reajuste, sendo esta uma decisão exclusivamente da Aneel. Também apresentaram as propostas de investimentos que vão fazer no Acre. O que veio a ser refutado pelo deputado Jenilson Leite, um dos mais engajados nessa luta em defesa do cidadão acreano. “É um investimento que estão querendo fazer com o recurso da população, primeiro eles teriam que investir e, depois cobrar a conta. Ninguém recebe para depois entregar o produto. E, é isto que a Energisa quer fazer no Acre. Logo, não aceitamos de maneira alguma”, contestou o parlamentar.

Ainda segundo Jenilson Leite, “um reajuste desse valor tira a dignidade das famílias. 21% de reajuste com mais 21% que vem no mês de julho? Nenhum serviço público sofreu na historia do Brasil um reajuste tão elevado”, destacou o parlamentar.

Com a recusa da Energisa em ceder as reivindicações da população, foi pactuado pelo movimento que será trazido o diretor da Aneel para se discutir com ele em solo acreano a diminuição deste reajuste. Se isso não tiver efeito, o segundo passo, será mediante um acordo com a população e com base jurídica a criação de uma conta judicial para que seja depositado o valor dos talões, na qual a Justiça vai administrar e só deve entregar a Energisa ou a Anael quando for apresentado uma planilha justa da cobrança da taxa de energia ao consumidor acreano.

Por Leandro Matthaus

Fotos: Jardy Lopes

Leandro Matthaus
Leandro Matthaus é graduado em Letras Português pela UFAC, radialista e narrador esportivo. Atuou nos sites Acrenoticias.com, Blog do Kaká, Tarauacá Agora, foi assessor de comunicação da Prefeitura de Tarauacá. No rádio, tem passagens pelas Rádio Nova Era FM 87,9 e Jordão FM 88.5 Cultural. Tem um programa na Rádio Juruá FM 100,9 (Programa Mistura Fina). Além de ser Vascaíno.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Popular

Coluna Diva: Lenilda Farias, a exuberância da mulher da terra do abacaxi

Confesso que estava morrendo de saudades de escrever sobre as belas mulheres e descrever a perfeição das curvas de seus corpos e, claro, falar...

Gilmar Torres desiste de disputar a prefeitura de Tarauacá ; saída é motivada pela filiação de Major Rocha ao PSL

O empresário Gilmar Torres, filiado ao PLS, desistiu de disputar a prefeitura de Tarauacá. O ex-postulante desistiu  após a notícia do acordo do vice-governador...

Auxílio emergencial de R$ 600 é prorrogado por mais dois meses – Benefício atende quase 65 milhões de brasileiros

O presidente Jair Bolsonaro assinou na tarde desta terça-feira (30) o decreto que prorroga, por mais dois meses, o auxílio emergencial de R$ 600,...

Jordão: extração do látex da seringueira melhora renda de moradores da reserva extrativista; venda da borracha injetou sessenta mil na zona rural do município

Durante quase cem anos , final do séc. XIX e até a até de meados de 80 do séc. XX, a borracha, produto extraído...