PF faz operação contra fraude por tragédia em Mariana

A Polícia Federal faz uma operação para investigar fraudes no pagamento de indenizações decorrentes da tragédia de Mariana (MG). Em 2015, uma barragem da Samarco, subsidiária da Vale, se rompeu, causando um mar de lama que deixou 19 mortos e atingiu o Rio Doce. Centenas de pescadores tiveram a atividade suspensa nos municípios do Espírito Santo atingidos pelo desastre.

Para compensar os prejuízos causados ao Rio Doce, foram pagas compensações financeiras a esses profissionais. Segundo investigações, suspeitos obtiveram licenças falsas de pescador para receber as indenizações.

De acordo com a PF, cerca de 100 pessoas receberam indenizações da Fundação Renova, criada para fazer os pagamentos, a partir das licenças falsas. Isso representa o recebimento de cerca de R$ 7 milhões, somando indenizações e auxílios financeiros.

Operação

São cumpridos 24 mandados de busca e apreensão nos municípios de Baixo Guandu, Vitória, Vila Velha e Serra, no Espírito Santo. Além disso, a operação também acontece em Brasília, no Distrito Federal.

A operação, batizada de Meandros, cumpre o mandados nas residências dos investigados, na sede das colônias de pescadores em Baixo Guandu, um escritório de advocacia em Vila Velha e o próprio Escritório Federal de Aquicultura e Pesca, em Vitória.

O objetivo é combater corrupção e fraudes na emissão de protocolos para solicitar licença de pescador profissional e inserir os documentos públicos falsos em um sistema de informações pelo e o próprio Escritório Federal de Aquicultura e Pesca no Espírito Santo.

Investigações

As investigações começaram após denúncias de que moradores de Baixo Guandu, que não eram pescadores, estavam solicitando o registro de pescador profissional, para receber indenizações da Fundação Renova, por causa do rompimento das barragens no Rio Doce, em 2015.

Para conseguir as indenizações, foram feitos protocolos com pedidos de licença datados de setembro a outubro de 2015.

Segundo a Polícia Federal, há suspeita de envolvimento de um funcionário do Escritório Federal de Aquicultura e Pesca no Espírito Santo, que foi o responsável por dar validade aos protocolos falsos e produzir ofícios e outros documentos oficiais.

G1 ES

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