A última aposta de Ilderlei Cordeiro para limpar sua imagem como gestor

 O prefeito Ilderlei Cordeiro (Progressistas) jogou todas as cartas que tinha na mão para salvar sua imagem de administrador- na qual não anda muito boa (usando o eufemismo no máximo possível) -, ao fazer uma reforma administrativa.

O gestor de Cruzeiro do Sul, segundo maior colégio eleitoral do Estado, ainda não conseguiu alavancar, e o pior de tudo é o que seu grande algoz (leia Vagner Sales) a cada dia mostra mais força política, seja com o eleitor, seja com o governador Gladson.

Para comandar a pasta de comunicação, o prefeito apostou no jornalista Nelson Liano Jr. que tem influência nos principais jornais do Acre, bem como habilidade comunicativa, algo importante numa gestão, ou seja, saber alinhar resultado de governança e mídia.

O grande gargalo do prefeito são as ruas da cidade. Já são dois secretários de obras e urbanismo nos dois primeiros anos, mas nenhum conseguiu fazer um trabalho que conquiste o responsável pelo mandato de Cordeiro, o eleitor. Pelo contrário, as enxurradas de críticas nas redes sociais são enormes e diárias. Para sanar essa ferida quase mortífera, Josinaldo, o ex-todo poderoso do Deracre local e petista, foi convocado para comandar essa reviravolta.

A nomeação do petista também é uma forma de aniquilar a chegada de um membro da Frente Popular a chefia do executivo de Cruzeiro do Sul. Na disputa passada ele concorreu como vice da delegada Carla Brito, que também perdeu o apoio político que tinha com a derrota de Marcus Alexandre e Cesar Messias. Sem apoio e sem dinheiro ninguém vai muito longe, prova disso foi a votação dela na disputa por uma vaga na ALEAC em 2018.

Nessa nova reformulação o grande contemplado foi o PDT, partido que elegeu quatro vereadores em 2016, mas ficou a ver navio na divisão do bolo das secretarias. Contudo, a nomeação de dois filiados tem mais a ver com a dívida contraída na disputa pela presidência da Câmara do que mesmo com o pleito que elegeu o atual gestor.

O prefeito nega que queira à reeleição, mas também não quer sair como o pior gestor depois da Zila Bezerra.

Leandro Matthaus

foto: Assessoria

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