sexta-feira, setembro 25, 2020

“A QUADRILHA ESTAVA À VONTADE”, DIZ PROMOTOR QUE CONFIRMA A POSSIBILIDADE DE DELAÇÃO

A quadrilha estava à vontade”, disse o promotor de Justiça Fernando Cembranel, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Acre, durante coletiva, ao falar sobre a 2ª fase da Operação Midas, deflagrada na manhã desta sexta-feira, que prendeu 18 pessoas, das quais nove eram funcionários da Emurb e outros nove empresários., que não tiveram seus nomes divulgados pelas autoridades.

A operação foi desencadeada em parceria com a Polícia Civil. Entre os presos está o ex-diretor-presidente do Órgão, Jackson Marinheiro, atualmente assessor do deputado federal César Messias (PSB). É a segunda vez que Jackson é preso no mesmo caso.
O promotor de Justiça disse que a corrupção na Emurb estava “estava institucionalizada. Ficamos estarrecidos com a grande quantidade de pessoas envolvidas”.

As fraudes ocorriam na locação de máquinas e equipamentos e na compra de madeiras e cimento. Esses produtos eram pagos, “mas jamais entraram no estoque da Emurb”. Os desvios somam R$ 7 milhões. Os empresários presos, que agiam com o grupo, emitiam notas fiscais acima dos valores.

Os desvios pontuais para beneficiar um outro membro da organização eram registrados como se fossem o fornecimento de material utilizado na própria finalidade. Chegou a esse ponto.”

O grupo agia com tanta sincronia dentro da Emurb que até as informações solicitadas formalmente pelo Ministério Público seriam maquiadas no intuito de desviar o foco das investigações. “Há suspeita de que os documentos chegavam de forma maquiada”, diz Fernando Cembranel.

O promotor de Justiça Bernardo Albano informou que a nova gestão da Emurb colaborou com a operação. Uma nova fase da operação deve ser desencadeada. Os promotores confirmaram as investigações sobre a possível existência de funcionários fantasmas.

O grupo preso hoje deve responder pelos crimes de formação de quadrilha e peculato. O MP pediu a indisponibilidade dos bens dos presos. Eles terão que ressarcir os cofres públicos. Os integrantes do Gaeco também informaram que existe possibilidade de delação premiada.

fonte  www.ac24horas.com

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Popular

Jordão: extração do látex da seringueira melhora renda de moradores da reserva extrativista; venda da borracha injetou sessenta mil na zona rural do município

Durante quase cem anos , final do séc. XIX e até  meados de 80 do séc. XX, a borracha, produto extraído do látex da...

Tarauacá: Grupo Tático prende cinco homens por envolvimento com o tráfico de drogas

Na sexta-feira, 03, a Polícia Militar, por meio do Grupo Tático de Tarauacá, braço da corporação para o enfrentamento do crime organizado, conseguiu prender...

Cel. Ulysses será o vice de Minoru Kinpara e Major coordenadorá a campanha do ex-reitor da Ufac

Pedro Valério continua presidente regional do PSL no Acre e as candidaturas do interior tanto para o legislativo, como para o executivo será coordenada...

Vereadores de Jordão apresentaram mais de 300 proposições legislativas em 2019

Os parlamentares de Jordão, no interior do Acre, concluem 2019 como um dos anos mais produtivos da história política da cidade. Os edis apresentaram...