Mãe de bebê morto em acidente com quadriciclo ainda se recupera das sequelas, após longa internação

A vida de Lívian Maia representa atualmente um recomeço. Ela que esteve entre a vida e a morte, luta todos os dias. É um passo de cada vez, a dificuldade em se locomover pela casa e a fala prejudicada são apenas algumas das sequelas do acidente.
Lívian e o filho, um bebê de nove meses, foram vítimas de um atropelamento há quase um ano. A família passava o domingo numa faixa de areia na praia do município de Pirambu, litoral norte do Estado de Sergipe. Os dois estavam deitados em uma rede armada entre os coqueiros quando foram atingidos por um quadriciclo.
Ela ficou quase dois meses internada no hospital e dias em coma. A rotina de Lívian mudou e requer cuidados diários com acompanhamento de vários especialistas. Com muito esforço ela supera até a expectativa dos médicos.
“Agradeço a Deus e as pessoas que nos ajudaram. Não foi fácil passar pelo que já passamos e ainda estamos passando. Mas o fato dela estar aqui nos dá alegria e expectativa de dias melhores”, diz Willian Maia, esposo de Lívian .
O bebê não resistiu aos ferimentos e morreu. Lívian foi levada às pressas para o hospital. Ela quase não consegue lembrar do acidente. A pancada forte na cabeça provocou uma lesão cerebral que prejudicou o raciocínio lógico, funções cognitivas, a memória e trouxe a dificuldade motora. Mas, para Lívia o mais difícil é superar o lado psicológico em relação a falta do filho.
A família aguarda a primeira audiência do caso no próximo dia 5 de julho no fórum de Pirambu. A expectativa do casal é que o caso não fique impune. “É difícil falar, mas esperamos que exista uma punição mais severa para o crime. Esperamos que o Ministério Público possa atuar nisso”, desabafa Willian.
A boa notícia é que no próximo mês Lívian vai iniciar um tratamento novo. “Quando ela teve alta buscamos uma vaga do Sarah [especializado em reabilitação], em Salvador, e hoje essa vaga se consolidou. E no dia 10 de julho ela vai para lá. E esperamos que seja um avanço a mais na sua recuperação”, conclui.
Condutora do quadriciclo
O advogado de Fernanda Silva de Oliveira, Alfredo dos Anjos, informou que a cliente lamenta a fatalidade por ter perdido o controle do quadriciclo e ocorrido o acidente.
O advogado disse ainda que a cliente também estava com uma filha menor de idade e que não teria cometido nenhum abuso na condução do veículo. Sobre procurar a vítima, o advogado disse que a cliente se sente receosa com a situação e que não pode contribuir com nenhum apoio financeiro porque não tem renda própria.
Entenda o caso
O acidente envolvendo o quadriciclo, que resultou na morte de um bebê de nove meses, aconteceu no dia 24 de julho de 2016 na área de um bar na praia de Pirambu, litoral norte de Sergipe, distante 76 km de Aracaju.
De acordo com informações do Batalhão da Polícia Militar do município, uma mulher estava conduzindo o quadriciclo quando perdeu o controle da direção e atingiu a mãe e o menino que estavam em uma rede. A condutora também sofreu ferimentos e se apresentou na delegacia, assim como o proprietário do quadriciclo.
Lívian Maia, atropelada pelo quadriciclo, foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Primavera, na capital, onde ficou internada em situação grave. O filho do casal, de nove meses, que estava dormindo no colo da mãe em uma rede, não resistiu aos ferimentos e morreu no momento do acidente . 
O corpo do bebê foi sepultado no dia 26 de julho no Cemitério da Cruz Vermelha na Praça Doutor Ranulfo Prata, no Bairro Getúlio Vargas, na capital sergipana. A família é de Rio Branco, no Acre, mas estava em Sergipe há cerca de um ano e meio por motivo de estudos.

Condutura foi presa e pagou fiança

A decisão foi do juiz da comarca do município de Pacatuba, Rinaldo Salvino. Ele determinou o pagamento de fiança no valor de R$ 8.800. O juiz argumentou que mesmo com a gravidade extrema do fato a constituição não permite, nesta fase processual, a prisão da condutora indiciada por homicídio culposo. E ela deve ser liberada assim que pagar a fiança. Testemunhas do acidente foram intimadas na época para prestarem depoimento.
FONTE: G1

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