quarta-feira, outubro 28, 2020

No Acre, Jorge Viana participa de reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas

Objetivo do encontro é analisar incentivos à redução das emissões de gases da aviação civil para financiar a conservação de florestas no país

O senador Jorge Viana (PT-AC) participou nesta quinta-feira, 25, de encontro promovido pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. O evento aconteceu no auditório da Procuradoria Geral do Estado e teve como objetivo debater o mecanismo, que está em construção para facilitar compensação e redução de carbono da aviação internacional. O mecanismo é conhecido como CORSIA e busca limitar qualquer aumento anual nas emissões totais de CO2.

Presidente da Comissão Mista de Mudanças Climáticas, no Congresso Nacional, Jorge Viana comentou a importância do encontro. “Apesar de todos os problemas que estamos vivendo em Brasília, vim para o Acre para participar deste evento porque diz respeito à nossa relação com o planeta e com nossas florestas”, disse. “Estamos tendo aqui uma ampla discussão sobre crédito de carbono, REDD+, offsets, preservação das florestas, para compensar as populações que vivem na Amazônia por estarem ajudando o Brasil a mudar sua imagem internacional, conservando florestas, reduzindo o desmatamento, mas que isso venha trazer benefícios direto também para as populações locais”.

No Acre foi criado um conjunto de leis e ferramentas para que o estado largasse na frente com relação a uma política ambiental que pratique o crédito de carbono. O estado é o único do país que já teve compensação de crédito de carbono pela conservação de floresta e redução de desmatamento. Porém, com o aumento das queimadas e das emissões surgem outros debates, como por exemplo, as emissões da aviação internacional.

“Para termos uma ideia, 2% da emissão de gases de efeito estufa do planeta vêm da aviação internacional e isso não está nos acordos internacionais”, lembrou. “As Nações Unidas têm metas muito claras de redução dessas emissões até 2040. Para que se tenha uma ordem de grandeza, é como se o conjunto de emissões da aviação internacional fosse o sétimo país de maior emissão do planeta”.

“Estamos discutindo de maneira muito objetiva para que, fazendo uma interlocução com o Itamaraty, o Ministério do Meio Ambiente, o governo federal, a gente possa ajudar o Brasil a ter uma posição mais avançada no que a gente chama de offset, que é tratar o crédito de carbono vinculado às florestas, sem que isso implique em estímulos às emissões a partir do uso de combustíveis fósseis”, comentou. Várias organizações ligadas ao meio ambiente do Acre e do Brasil estão envolvidas nesse debate.

(Assessoria)

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