“Obras do programa de saneamento ambiental integrado nos municípios isolados do Acre estão em fase de conclusão; governo está investindo 120 milhões de reais”, garante Edvaldo Magalhães

Nesta manhã de domingo (14), no hotel São José em Cruzeiro do Sul, o diretor-presidente do DEPASA Edvaldo Magalhães recebeu a imprensa local para falar a respeito dos investimentos que o Órgão está fazendo nos quatro municípios isolados do Estado: Marechal Thaumaturgo, Santa Rosa, Jordão e Porto Walter. 

Num país com mais de duzentos milhões de habitantes apenas trinta por cento dessas pessoas tem acesso a esgoto tratado. Sendo que na região norte do Brasil, Rio Branco (capital do Acre) é a que mais investe em saneamento, trinta por cento dos rio-branquenses são contemplados.

Em relação aos municípios isolados do Acre o governo do Estado está investindo 120 milhões que contempla quatro pilares: pavimentação, tratamento de esgoto, água tratada e drenagem das águas pluviais. “As áreas urbanas destas quatro cidades serão todas modificada radicalmente, dando um salto no IDH desses municípios”, pondera o gestor. 

O grande desafio de construir nessas cidades é o isolamento. Rios que não dão condições de navegação, somente num curto período de tempo, apenas três meses do ano (de janeiro a março) é possível transportar o material que é usado na pavimentação de ruas. 

Das quatro cidades, Marechal Thaumaturgo é que as obras estão mais avançadas. A parte de pavimentação será concluída em fevereiro de 2018, sendo oito quilômetros de ruas. Por outro lado, Jordão é a cidade que está mais atrasas, pois a empresa não conseguiu cumprir as cláusulas contratuais e foi feito um destrato. Uma nova empresa deve assumir as obras depois do processo licitatório para a conclusão dos trabalhos de pavimentação, cerca de quase cinco quilômetros de ruas. 

O governo do Estado adquiriu 300 milhões de reais junto ao Banco Mundial via empréstimo. O contrato foi assinado em 2015. Pelo contrato ficou acordado 120 milhões seriam investidos nas áreas de saneamento nos municípios isolados, através do programa de saneamento ambiental integrado.

Edvaldo Magalhães falou ainda sobre a situação dos prejuízos causados pela falta de energia no Vale do Juruá. Segundo ele, a Eletrobrás-AC será responsabilidade judicialmente pela queima de equipamentos, e outros problemas decorrentes da falta de energia. 

Ainda segundo o gestor, produzir água é muito caro. O cliente paga por mil litro de água potável 17 centavos. Contudo, a maioria dos clientes estão inadimplentes, por isso o Órgão tomará medidas para garantir o pagamento. Uma vez que a falta de pagamento gera uma dívida mensal ao tesouro do Estado dois milhões de reais.

Por Leandro Matthaus /Blog Tarauacá Agora

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