Farinha milito de Tarauacá é destaque na última sessão da ALEAC

A farinha milito, iguaria produzida na zona rural de Tarauacá, roubou a cena na sessão desta quinta-feira (13) na ALEAC, a última antes do recesso parlamentar. O deputado Jenilson Leite (PCdoB), natural do município, usou a tribuna do parlamento para destacar a qualidade do produto que ganhou espaço na culinária acreana e de outros estados do país. Além disso, o comunista distribuiu a farinha para todos os colegas e aos jornalistas que cobrem as sessões da Casa.

O tão cobiçado produto surgiu de um erro na produção de beiju, ambos originários da mandioca ou aipim. A farinha é produzida pelos colonos do seringal Joacy, no alto rio Tarauacá, distante da cidade umas quatro horas de barco. A iguaria taraucaense é produzida no seringal e depois processada e embalada pela CAET (cooperativa agroextrativista de Tarauacá).

O processo de produção do alimento que conquistou a mesa dos acreanos não é tão simples, afirma Adson Benigno, presidente da CAET. “ Tudo começa no roçado com a colheita da mandioca, que em seguida é descascada, lavada e imprensada. Depois de 24 horas, a massa é serrada e peneirada, posteriormente, levada ao forno. Após alguns minutos no forno é novamente retirada e peneirada. Em seguida, posto novamente no forno para que chegue ao ponto de ser embalada”, explica.

Na cooperativa, o produto é embalado de acordo com os pedidos dos clientes, que em média variam de 20 a 30 quilos. A CAET compra a farinha dos pequenos, desta forma auxilia na renda familiar, e revende em torno cinco toneladas mensais para uma empresa do estado do Mato Grosso.

Para o deputado Jenilson Leite, o propagador da melhor farinha do Acre, o produto tem fomentado a renda dos produtores. E, que o sucesso deste alimento é baseado no sabor e também no modo de preparar.

(assessoria)

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