MACABRO: Em Brasileia, túmulos são violados e crânios furtados em cemitério.

Túmulo foi encontrado aberto no início da manhã desta sexta (21) (Foto: Divulgação/PM-AC)

Três túmulos foram violados no Cemitério São João Batista, no município de Brasileia, interior do Acre, e dois cadáveres tiveram os crânios furtados. O caso foi percebido por funcionários do local quando faziam uma limpeza, na manhã desta sexta-feira (21). Os funcionários, então, chamaram a Polícia Militar e registraram um boletim de ocorrência.

O subsecretário de Obras da prefeitura, Francisco Lima, contou ao G1 que o primeiro túmulo foi encontrado no início da manhã com o caixão do lado de fora. A tampa do caixão foi aberta e parte do cadáver estava no chão. Lima acrescentou que o sepultamento foi feito há três meses e, nesse caso, os criminosos não levaram nada.

“Fazemos a manutenção do cemitério de 15 em 15 dias. Hoje [sexta, 21] pela manhã mandamos os roçadores e eles constataram os túmulos violados. A pessoa que estava nesse túmulo foi enterrada há aproximadamente uns três meses. Não sentimos falta de nenhuma peça. É o corpo de um homem”, explicou.

Após registrar o boletim de ocorrência sobre o primeiro caso, o subsecretário disse que os funcionários encontraram mais dois túmulos violados. Neste caso, os cadáveres estavam sem os crânios e Lima acredita que os criminosos agiram durante à noite.

“Não conseguiram arrombaram totalmente para retirar os caixões. São túmulos antigos de pelo menos 10 anos. Violaram e furtaram dois crânios. Como a polícia já havia vindo aqui, voltei novamente na PM e me encaminharam para a delegacia. Fiz outro boletim sobre esses outros túmulos. Como não tem períto, os túmulos vão ser lacrados”, ressaltou.

O gestor revelou ainda que o cemitério não tem vigia. Segundo Lima, a suspeita é de que os crânios estejam sendo contrabandeados para a Bolívia. Ele afirmou que o cemitério já foi violado outras vezes em anos anteriores.

“Vamos conversar com a prefeita para saber qual ação devemos tomar. Têm os portões, mas isso não é problema. Como tem faculdade de medicina na Bolívia, a gente pode imaginar que estão sendo contrabandeados [crânios]. É o que a gente imagina”, afirmou.

Por Aline Nascimento, G1 AC, Rio Branco

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