ARTIGO: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NOS SOBREPÕE DISRUPÇÃO DE VIDA

Você viajaria em veículos terrestres autônomos? Você se imagina fazendo pequenas viagens através de drones? Mesmo assim, não pense que este texto é extraído de livros ou filmes de ficção. 
Muitos ainda lembram do desenho animado “Os Jetsons” onde uma família vive no século 21, ou seja, hoje. As mudanças tecnológicas foram muitas nestas últimas 5 décadas e algumas das tecnologias que apareciam no desenho de fato viraram realidade, vídeos chats, os robôs, por exemplo.  
Vivemos uma exponencial transformação digital. O termo “inteligência artificial” surgiu pela 1ª vez na conferência de verão de 1956 em Dartmouth College, NH, USA. 
No final dos anos 50 e início dos anos 60, os cientistas Newell, Simon, e J. C. Shaw introduziram o processamento simbólico. Ao invés de construir sistemas baseados em números, eles tentaram construir sistemas que manipulassem símbolos. A abordagem era poderosa e foi fundamental para muitos trabalhos posteriores. 
A IA abrange uma enorme variedade de subcampos, do geral, a tarefas específicas, como jogos de xadrez, demonstração de teoremas matemáticos, criação de poesia, direção de um carro em estrada movimentada e diagnóstico de doenças, por exemplo. A Inteligência Artificial é relevante para qualquer tarefa intelectual; é verdadeiramente um campo universal. Inteligência Artificial (IA) é motivo de estudo tanto de cientistas da computação, engenheiros e analistas de sistemas, como de linguistas, filósofos, psicólogos e até de biólogos.
No artigo “IA não é futuro, é presente!”, Cezar Taurion, afirma que a IA já domina funções como: reconhecer objetos em vídeos e fotos, reconhecer emoções em um rosto humano, traduzir diferentes línguas, dirigir um veículo, pilotar um drone, detectar sinais de câncer nos pulmões com mais eficiência que um médico, detectar sinais de pragas nas colheitas. A revolução digital que estamos vivenciando nos proporcionará uma avalanche de mudanças tecnológicas que tem o potencial de redesenhar a própria essência da sociedade e claro, as empresas, seus modelos de negócio e as profissões. O desafio é muito grande e temos que entender a dinâmica destas transformações para não sermos levados por ela, mas sim, a conduzirmos.
O impacto da IA em nossas vidas não poderá ser subestimado. O DeepFace do Facebook, é um exemplo do uso da inteligência artificial no dia a dia, uma vez que reconhece imagens que postamos com quase 98% de acerto. 
No bojo desta transformação digital, surgem novos modelos de negócio em empresas que não existiriam se a tecnologia digital não evoluísse tão significativamente, como Uber, Waze, Google, Amazon, Airbnb, WhatsApp e Instagram, entre tantas outras. Estudos apontam que a humanidade mudará tanto nos próximos 20-30 anos como nos 300 anos anteriores. 
Para Taurion, a velocidade exponencial das mudanças nos permite substituir o termo ficção científica por antecipação científica ou até mesmos fatos científicos. Nosso arraigado hábito de extrapolar o futuro baseado no presente ou passado recente, no pressuposto que o que vem funcionando bem até agora, com algumas melhorias e ajustes, continuará funcionando no futuro dificilmente se manterá. Temos pela frente uma nova realidade, provocada pelo impacto de mudanças exponenciais e combinatórias das tecnologias digitais. O futuro não será extensão do passado. É aqui que identificamos o ponto de inflexão, onde as curvas de evolução exponencial de muitos campos da ciência e tecnologia provocarão disrupções na sociedade. O potencial disruptivo da evolução exponencial e combinatória é dramática: pensem o que será combinar machine learning, deep learning e IoT, por exemplo.
Portanto, IA já está no nosso dia a dia, muitas vezes inseridos em simples aplicativos que usamos nos smartphones. 
Escrito por: José Chaves da Silva
Mestrando em Ciência da Computação
REFERÊNCIAS: 
ROSA, João Luís Garcia – Fundamentos da inteligência artificial – Rio de Janeiro: LTC, 2011.
Stuart Russell, Peter Norvig – Inteligência Artificial, Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.

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